Que é o nacionalismo?

Que é o nacionalismo?

O modelo de cidade que o BNG, com o seu alcalde, M. Anxo Fdez Lores, à cabeça, tem desenvolvido em Ponte Vedra é o maior e mais internacional êxito dum governo nacionalista e, a estas alturas, um facto de todos conhecido. Esse modelo de cidade, para e por os cidadãos viandantes, tem recebido prémios internacionais, a emulação de urbes chinesas, italianas, portuguesas, etc; visitas de representantes de múltiplas instituições europeias e extraeuropeias e parabéns de instituições e organizações ecologistas… Em fim é tudo um êxito.

Tal vez alguns habitantes de Ponte Vedra não tenhamos tão alta opinião do caminho que leva a cidade mas isso é parte de toda ação humana: Nem todos podem estar a favor, quando menos totalmente. Ainda com todo o apoio dos empadroados pontevedreses é maioritário e maciço e muitos visitantes, quer turistas, quer vizinhos das redondezas desfrutam notavelmente desta vila de passeio e lazer. Para além disso os naturais ou naturalizados da Boa Vila, coma mim, percebem a diferença, por vezes já tão assumida, trás 18 anos, que nem damos por ela, quando imos a outras vilas e cidades, onde quer que elas estejam. E se te deslocas em cadeira de rodas ou tens uma criança com carrinho… nem falar! Ponte Vedra é que é!

Não insisto no que este processo tem de reforma e modernização de infraestruturas como esgotos, eliminação de verquidos no Leres e outras questões imprescindíveis e pouco visíveis para um visitante e facilmente esquecíveis para os naturais. Desconheço se o projeto de cidade que o alcalde Lores e a sua equipa desenvolveu e desenvolve ainda nestes quase 19 anos de mandatos sucessivos era um projeto estabelecido pola direção do BNG ou se é uma aposta do Bloco de Ponte Vedra. O certo é que foi e é um êxito evidente.

 

EFEITOS DA HUMANIZAÇÃO

 

A causa desta transformação da vila muita gente tem escolhido, a pesar da escassez de trabalho não funcionarial, a Boa Vila para desenvolver o seu projeto vital, nomeadamente o de ter filhos ou filhas numa cidade cómoda, acolhedora e redefinida para a gente e as crianças que ocupam as ruas e podem jogar com liberdade e segurança nas praças e largos dela.

Um poderia pensar que o projeto de humanização do sr. Lores visava precisamente atrair população jovem em idade reprodutiva e que, aproveitando esse índice de nascimentos, por vezes, superior ao de defunções no concelho, ia galeguizar um par de gerações de pontevedreses implementando uma política linguística de imersão nas escolas infantis ou guarderias ou como queiram chama-las.

Mas não. O sr. alcalde e a sua equipa não tinha uma política linguística encaminhada a mergulhar centos de meninos nascidos em Ponte Vedra, ao calorzinho da humanização, na nossa língua que boa necessidade tem de planos assim à vista dos dados oficiais sobre uso entre os mais novos.

Parece que o plano não existiu nem existe na equipa do alcalde Lores. Acho que nem existe no BNG a nível nacional. Mais uma vez as políticas fundamentais e, entre elas, a política de fazer uma educação galega (que deveria ser urgente e preferente em todo nível e âmbito) deixa-se para o dia triunfal e sumptuoso em que venceremos nós. Eu duvido quando sucederá isso num país onde cada dia hai menos falantes e os rapazes nem são capazes de enunciar os seus pensamentos na língua do país.

Reconheço que tenho a teima de insistir (noutros artigos aqui publicados) na necessidade de atender as novas gerações para dar formação e, nomeadamente, para facilitar a aquisição do idioma que os seus pais, polos motivos que forem, não lhes transmitem. Mas ainda é mais necessário intervir, quanto se poda, para impedir que os que adquirem a língua dos seus familiares não a percam a mãos do sistema educativo.

Pode ser que as escolas infantis não sejam competência dos concelhos mas sim podem estar integradas noutras políticas que, segundo creio, são competência municipal. A política linguística pode -e deve- ir unida, também, à política social e à de igualdade. Os pais e mães que trabalham (e espero que sejam a maioria por não dizer a totalidade) necessitam de instituições e profissionais que cuidem e formem -melhor em galego- os seus filhos enquanto eles cumprem os densos horários laborais ligeiramente adaptados por graça das “políticas de conciliación familiar” vigentes no reino de Espanha.

Mesmo, de não assumirem os concelhos a direta criação de guardarias ou escolas infantis, poderiam favorecer-se, desde o próprio concelho, desde os departamentos de política social, igualdade, política linguística… o associacionismo e a colaboração entre as famílias com filhos pequenos (de 0 a 3 anos como mínimo).

Neste sentido a iniciativa privada do movimento reintegracionista tem criado uma rede, até agora pequeninha mas prometedora, de escolas SEMENTE na procura de dar solução real a um problema real: que os nossos filhos são reeducados em espanhol desde os mais tenros anos da infância.

 

UM TESTEMUNHO REAL

 

E eu preocupo-me disto porque no meu percurso vital vivi este “abandono” das instituições, que deveriam garantir a igualdade, como mínimo, dos cidadãos perante a lei.

Quando há vinte e um anos nasceu a minha primeira filha ainda não governava o sr. Lores. O meu voto polo BNG foi, entre outras muitas, uma aposta por uma galeguização do concelho, da administração (oral e escrita) e das atividades públicas e privadas. Infelizmente não foi nem segue a ser assim.

Naqueles anos iniciais do governo do BNG na cidade do Leres eu procurei com insistência e desesperança uma escola infantil, guardaria, kindergarten ou como queiram chama-la, pública ou privada, para que a educação iniciada na casa em galego, contra a opinião de parte da família, pudesse seguir-se entre meninhos galego-falantes e professores comprometidos, galego-educantes. Mesmo acabei por turnar-me com a mãe para levar a menina a Mosteiro, onde alguém me confirmara que uma professora impartia em galego por convicção. Uma autêntica sorte!

Infelizmente a sorte durou pouco. A professora, grávida, houve de colher baixa e a substituta era uma castelhano-falante que, ainda que quixera, não poderia falar nem palavra em galego porque, simplesmente, não sabia. E além disso não quixo.

Vinte anos depois, reincidente na paternidade, reconheço-o, acho-me na mesma circunstância. Uma filha, educada em galego na casa, começa a ser reeducada em espanhol numa Galinha Azul! Que pouco durou o projeto de galeguizar a infância nas Galescolas.

 

APRENDER DOS ERROS

 

Do dito acima podemos tirar diversas aprendizagens.

A primeira é que, de acreditarmos numa ideia, é possível leva-la a fim e obter êxito dentro e fora com o rosário de imitadores. Como aconteceu com o modelo de cidade, pode acontecer com a política de imersão linguística. E por isso animo ao senhor Lores a iniciar um plano para os próximos 20 anos.

Mas também nos serve de exemplo o projeto das SEMENTE onde a educação infantil, adaptada às fórmulas necessárias em cada circunstância, se desenvolve INTEGRAMENTE EM GALEGO INTERNACIONAL à margem do que a administração formula. Certo que somos poucos os implicados nesse projeto mas são muitas as famílias que ficam sem escolarizar as crianças por falta de infantários. A segunda é que aguardar a ter poder pode demorar de mais, até converter o objetivo numa possibilidade do.

Que é o nacionalismo?

Que é o nacionalismo?

O modelo de cidade que o BNG, com o seu alcalde, M. Anxo Fdez Lores, à cabeça, tem desenvolvido em Ponte Vedra é o maior e mais internacional êxito dum governo nacionalista e, a estas alturas, um facto de todos conhecido. Esse modelo de cidade, para e por os cidadãos viandantes, tem recebido prémios internacionais, a emulação de urbes chinesas, italianas, portuguesas, etc; visitas de representantes de múltiplas instituições europeias e extraeuropeias e parabéns de instituições e organizações ecologistas… Em fim é tudo um êxito.

Tal vez alguns habitantes de Ponte Vedra não tenhamos tão alta opinião do caminho que leva a cidade mas isso é parte de toda ação humana: Nem todos podem estar a favor, quando menos totalmente. Ainda com todo o apoio dos empadroados pontevedreses é maioritário e maciço e muitos visitantes, quer turistas, quer vizinhos das redondezas desfrutam notavelmente desta vila de passeio e lazer. Para além disso os naturais ou naturalizados da Boa Vila, coma mim, percebem a diferença, por vezes já tão assumida, trás 18 anos, que nem damos por ela, quando imos a outras vilas e cidades, onde quer que elas estejam. E se te deslocas em cadeira de rodas ou tens uma criança com carrinho… nem falar! Ponte Vedra é que é!

Não insisto no que este processo tem de reforma e modernização de infraestruturas como esgotos, eliminação de verquidos no Leres e outras questões imprescindíveis e pouco visíveis para um visitante e facilmente esquecíveis para os naturais. Desconheço se o projeto de cidade que o alcalde Lores e a sua equipa desenvolveu e desenvolve ainda nestes quase 19 anos de mandatos sucessivos era um projeto estabelecido pola direção do BNG ou se é uma aposta do Bloco de Ponte Vedra. O certo é que foi e é um êxito evidente.

 

EFEITOS DA HUMANIZAÇÃO

 

A causa desta transformação da vila muita gente tem escolhido, a pesar da escassez de trabalho não funcionarial, a Boa Vila para desenvolver o seu projeto vital, nomeadamente o de ter filhos ou filhas numa cidade cómoda, acolhedora e redefinida para a gente e as crianças que ocupam as ruas e podem jogar com liberdade e segurança nas praças e largos dela.

Um poderia pensar que o projeto de humanização do sr. Lores visava precisamente atrair população jovem em idade reprodutiva e que, aproveitando esse índice de nascimentos, por vezes, superior ao de defunções no concelho, ia galeguizar um par de gerações de pontevedreses implementando uma política linguística de imersão nas escolas infantis ou guarderias ou como queiram chama-las.

Mas não. O sr. alcalde e a sua equipa não tinha uma política linguística encaminhada a mergulhar centos de meninos nascidos em Ponte Vedra, ao calorzinho da humanização, na nossa língua que boa necessidade tem de planos assim à vista dos dados oficiais sobre uso entre os mais novos.

Parece que o plano não existiu nem existe na equipa do alcalde Lores. Acho que nem existe no BNG a nível nacional. Mais uma vez as políticas fundamentais e, entre elas, a política de fazer uma educação galega (que deveria ser urgente e preferente em todo nível e âmbito) deixa-se para o dia triunfal e sumptuoso em que venceremos nós. Eu duvido quando sucederá isso num país onde cada dia hai menos falantes e os rapazes nem são capazes de enunciar os seus pensamentos na língua do país.

Reconheço que tenho a teima de insistir (noutros artigos aqui publicados) na necessidade de atender as novas gerações para dar formação e, nomeadamente, para facilitar a aquisição do idioma que os seus pais, polos motivos que forem, não lhes transmitem. Mas ainda é mais necessário intervir, quanto se poda, para impedir que os que adquirem a língua dos seus familiares não a percam a mãos do sistema educativo.

Pode ser que as escolas infantis não sejam competência dos concelhos mas sim podem estar integradas noutras políticas que, segundo creio, são competência municipal. A política linguística pode -e deve- ir unida, também, à política social e à de igualdade. Os pais e mães que trabalham (e espero que sejam a maioria por não dizer a totalidade) necessitam de instituições e profissionais que cuidem e formem -melhor em galego- os seus filhos enquanto eles cumprem os densos horários laborais ligeiramente adaptados por graça das “políticas de conciliación familiar” vigentes no reino de Espanha.

Mesmo, de não assumirem os concelhos a direta criação de guardarias ou escolas infantis, poderiam favorecer-se, desde o próprio concelho, desde os departamentos de política social, igualdade, política linguística… o associacionismo e a colaboração entre as famílias com filhos pequenos (de 0 a 3 anos como mínimo).

Neste sentido a iniciativa privada do movimento reintegracionista tem criado uma rede, até agora pequeninha mas prometedora, de escolas SEMENTE na procura de dar solução real a um problema real: que os nossos filhos são reeducados em espanhol desde os mais tenros anos da infância.

 

UM TESTEMUNHO REAL

 

E eu preocupo-me disto porque no meu percurso vital vivi este “abandono” das instituições, que deveriam garantir a igualdade, como mínimo, dos cidadãos perante a lei.

Quando há vinte e um anos nasceu a minha primeira filha ainda não governava o sr. Lores. O meu voto polo BNG foi, entre outras muitas, uma aposta por uma galeguização do concelho, da administração (oral e escrita) e das atividades públicas e privadas. Infelizmente não foi nem segue a ser assim.

Naqueles anos iniciais do governo do BNG na cidade do Leres eu procurei com insistência e desesperança uma escola infantil, guardaria, kindergarten ou como queiram chama-la, pública ou privada, para que a educação iniciada na casa em galego, contra a opinião de parte da família, pudesse seguir-se entre meninhos galego-falantes e professores comprometidos, galego-educantes. Mesmo acabei por turnar-me com a mãe para levar a menina a Mosteiro, onde alguém me confirmara que uma professora impartia em galego por convicção. Uma autêntica sorte!

Infelizmente a sorte durou pouco. A professora, grávida, houve de colher baixa e a substituta era uma castelhano-falante que, ainda que quixera, não poderia falar nem palavra em galego porque, simplesmente, não sabia. E além disso não quixo.

Vinte anos depois, reincidente na paternidade, reconheço-o, acho-me na mesma circunstância. Uma filha, educada em galego na casa, começa a ser reeducada em espanhol numa Galinha Azul! Que pouco durou o projeto de galeguizar a infância nas Galescolas.

 

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Do dito acima podemos tirar diversas aprendizagens.

A primeira é que, de acreditarmos numa ideia, é possível leva-la a fim e obter êxito dentro e fora com o rosário de imitadores. Como aconteceu com o modelo de cidade, pode acontecer com a política de imersão linguística. E por isso animo ao senhor Lores a iniciar um plano para os próximos 20 anos.

Mas também nos serve de exemplo o projeto das SEMENTE onde a educação infantil, adaptada às fórmulas necessárias em cada circunstância, se desenvolve INTEGRAMENTE EM GALEGO INTERNACIONAL à margem do que a administração formula. Certo que somos poucos os implicados nesse projeto mas são muitas as famílias que ficam sem escolarizar as crianças por falta de infantários. A segunda é que aguardar a ter poder pode demorar de mais, até converter o objetivo numa possibilidade do.

Revista Terra e Tempo nº 155-158

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Xullo de 2010-Xuño de 2011

Bautista Álvarez “Autonomías á rapañota” – Xoán Carlos Garrido e Marga do Val entrevistan a Xosé Neira Vilas – Alberte Branco Casal “A política agroforestal e os incendios na Galiza. Unha achega crítica sobre a situación actual do monte galego” – Samir Amin “A traxectoria do capitalismo histórico e a vocación tricontinental do marxismo” – Carlos L. Bernárdez “As estratexias de representación na obra plástica de Luís Seoane” – María Antonia Pérez Rodríguez “Unha análise de contido da plástica de Luís Seoane” – Ana María Rúa Souto “Rosalía de Castro: Pensadora galega” – Jorge Alberto Kreyness “Crise e agresividade no imperialismo de hoxe” – Lois Diéguez “Itinerario portugués Inés de Castro. A outra viaxe” – DOSSIER CARVALHO CALERO: Pilar Pallarés “Unha lembranza en tres tempos” – María Pilar García Negro e Xoán Carlos Garrido Couceiro entrevistan a Margarida Carballo María Victoria Carballo” – Manifesto publicado en 1933: “Aos escolares; aos universitarios; aos galegos” – Transcrición da entrevista realizada no ano 1980 “Entrevista radiofónica a Carvalho Calero en RNE” – Entrevista xornalística publicada en 1990 “Carvalho Calero: a palabra viva dun intelectual inmorrente”

Revista Terra e Tempo nº 171

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Revista Terra e Tempo nº 159-162

Xullo-Decembro de 2014

Bautista Álvarez “Os nosos argumentos”  Lois Diéguez Vázquez “Que é un pobo?” – Xoán Carlos Garrido Couceiro “Que é unha nación?” – Ana Pontón Mondelo “Que é un Estado?” –  Francisco Rodríguez Sánchez “É Galiza unha nación?” – Néstor Rego Candamil “Que é a autodeterminación? – Néstor Rego Candamil “Que son a soberanía e a independencia nacional?” – Alfredo Suárez Canal “Que é o nacionalismo?” – Elsa Quintas Alborés “Que di o dereito internacional ante o exercicio do dereito de autodeterminación?” – Duarte Correa Piñeiro “Que nacións se dotaron de estado propio nos últimos anos? Como?” – Manuel Anxo Fernández Baz “Cal é a diferenza entre un estado federal e un estado confederal?” – Xabier Pérez Igrexas “Nun proceso soberanista, en que consiste o principio de autoorganización?” –  Roberto Vilameá Ponte “A elaboración da Constitución española foi un proceso democrático? Que significou para Galiza a aparición dos Estatutos de Autonomía na mesma?”   Rosana Pérez Fernández “Fracasou o Estado das autonomías? É corrixíbel mediante unha modificación da Constitución española? Que supuxo o Estatuto de Autonomía para Galiza?”  Francisco García Suárez

 “Por que non ten encaixe Galiza nun Estado federal?” – Uxío-Breogán Diéguez Cequiel “Cal foi a posición histórica e actual das forzas políticas españolas a respecto do recoñecemento do carácter plurinacional do estado?” – Xosé Díaz Díaz “Cal é a actual balanza fiscal entre Galiza e España? As balanzas fiscais españolistas?” – Rubén Cela Díaz “Que tipo de repercusións tivo para a economía galega a entrada en 1986 do Estado español na Comunidade Económica Europea?” – Manuel Caride Correa “Que significa formar parte dun bloco militarista como a OTAN? E desde unha perspectiva de defensa do dereito de autodeterminación?” – Aleixo Vilas Castro “Como se insire Galiza no comercio internacional e cales son os fluxos comerciais do noso país co resto do mundo?” – María do Carme García Negro “Que está a impedir o desenvolvemento económico de Galiza tendo como ten unha base sólida o seu sector primario, man de obra cualificada e unha base industrial pequena pero con coñecemento suficiente das regras do mercado?” – Manuel Mera Sánchez “Como condiciona a falta de soberanía a nosa demografía, natalidade ou emigración?” – Bernardo Valdês Paços “Por que o PIB galego continua por baixo da media do Estado e da UE pese a –segundo nos din– recibimos fondos europeos desde hai 25 anos para corrixir este desequilibrio?” – Fernando Branco Parga “Por que Galiza exporta enerxía barata desde hai ducias de anos, estragando o ambiente, sen ter a cambio posibilidades de estabelecer un prezo da enerxía diferenciado que nos beneficie?” – Carlos Callón Torres “Por que estamos a perder oportunidades de desenvolvemento social, económico e cultural co mundo da lusofonía, podendo ter relacións preferenciais, a comezar, con Portugal e Brasil?” – Tareixa Paz Franco “Por que nunca se aproveitou –como irlandeses e británicos– a enorme potencialidade da emigración galega (e das persoas descendentes) en América?” David Pena Díaz “No marco actual constitucional, sería legal (e vinculante) realizar unha consulta ao povo galego sobre o seu futuro? Podería España impedir a celebración dunha consulta destas características?” Nemésio Barxa Álvarez “Seria democrática unha consulta unilateral?” – Xavier Vence Deza “É economicamente viábel unha Galiza soberana?” – Henrique Biéitez Alonso “É posíbel un sistema público galego de pensións?” – Xesús Pereira López “Que pasaría coa débeda publica española? Como se podería realizar a repartición dos activos e dos pasivos entre Galiza e España?” – Xesús Seixo Fernández “Que vantaxes tería contar cun Estado propio desde unha perspectiva das relacións laborais? “- Manuel Rei Romeu “O modelo de democracia que precisamos. Monarquía española, república española ou república galega? – Xoán Costa Casas Cal sería a relación con Portugal?” – Anabel Gulías Torreiro “Que novas relacións se establecerían entre España, Cataluña e Euskadi nunha Galiza soberana? – Alberte Mera García Poderá Galiza competir nuns xogos olímpicos ou en campionatos internacionais en calquera disciplina deportiva? Deixaran de xogar as equipas galegas nas ligas españolas?” – Silvia Seixas Naia “Que implicaría a soberanía na xestión das nosas grandes infraestruturas de transportes e comunicación?” – Bieito Lobeira Domínguez “Que acontecería co exército nunha república galega?” – Emilio López Pérez “É Galiza unha colonia?” – Francisco Xesús Jorquera Caselas “Que vantaxes tería a soberanía desde unha perspectiva fiscal? Cal podería ser o modelo tributario do Estado galego?” – Manuel Da Cal Vázquez “Como afecta ao sector agrogandeiro galego a dependencia nacional?” – Daniel Rodas Chapela “Que impacto tería a soberanía no noso sector pesqueiro e na industria de transformación?” – Alberte Souto Souto “Que posibilidades ofrecería a consecución dun Estado propio a hora da organización territorial das súas institucións?” – Clodomiro Monteiro Martínez Hai banca pública en Europa? Sería conveniente para un Estado galego? – Xavier Campos López “Como afectaría a soberanía no ámbito cultural? – César Mosqueira Lourenzo “Por que a capacidade de decisión é fundamental na ordenación do territorio?” – Anxo Louzao Rodríguez “Que vantaxes tería para o ensino galego contar con estruturas de Estado? – María Pilar García Negro “Que implicaría o exercicio da soberanía para a lingua galega? – Margarida Corral Sánchez “Cales serían as vantaxes da soberanía no campo da igualdade e servizos sociais e sanitarios? – Xosé Salvadores Covas “Por que unha nova Ecogaliza só é posíbel con soberanía?” – Montse Prado Cores “Sería posíbel a separación igrexa‑estado nunha Galiza soberana”